CONFRARIA • Filhos & Amigos de Arapiraca

História

Foi embaixo da Arapiraca, localizada a margem do Riacho Seco, que Manoel André Correia dos Santos descansava, enquanto desmatava as terras em procura de uma fonte de água doce onde pudesse se instalar para tomar posse da propriedade Alto do Espigão do Simão de Cangandú adquirida em 1848, por seu sogro Capitão Amaro da Silva Valente Macedo, que residia no então Povoado Cacimbinhas, município de Palmeira dos Índios.

A aconchegante sombra da arvore fez com que Manoel André tivesse uma idéia: construir uma cabana de madeira coberta com cascas de angico, onde depois fez sua casa, numa distância de cerca de cem metros, onde se instalaria com a família que viera de Cacimbinhas. Aos poucos seus irmãos e irmãs, cunhados e cunhadas, sobrinhos e parentes se instalaram no local, transformando os arredores daquela árvore em um povoado.

Estes foram os primeiros povoadores, cujas famílias cresceram Assim, alguns remanescentes de Manoel André como os filhos de Maria Rosa Correia dos Santos e Lúcio Roberto da Silva, passaram a usar o sobrenome Lúcio; os filhos de José Veríssimo dos Santos foram assim registrados: Manoel Antonio Pereira de Magalhães, Antonio Leite da Silva, Esperidião Rodrigues da Silva, José Nunes de Magalhães, Joana Umbelina de Magalhães, entre outros. Em 1864, Manoel André construiu a capela de Santa Cruz e escolheu como padroeira Nossa Senhora do Bom Conselho (padroeira até hoje). Sua inauguração foi com uma Missa celebrada pelo Padre Otávio de Oliveira em 02 de fevereiro de 1865.

Com o falecimento de Manoel André, no ano de 1890, o major Esperidião Rodrigues continuou sua obra, assumindo a liderança política da localidade. Associou-se com Florêncio Apolinário e criam a primeira casa de negócio no povoado, no ramo de estivas e tecidos. Em 1884, Esperidião Rodrigues da Silva, cria a feira. Pelo Decreto Lei nº 12 de 1º de maio de 1890, foi criada uma escola mista no povoado de Arapiraca, mas somente no governo de Barão de Traipú, em 1891, foi nomeada a primeira professora Marieta Peixoto Rodrigues. Ainda no governo do Barão de Traipú, por iniciativa de Esperidião Rodrigues da Silva, foi criado o Distrito de Sub-delegacia de polícia. Com a fabricação da melhor farinha da região, e o franco progresso da feira, e a posição central do povoado, com a trilha aberta comdestino ao Rio São Francisco, tornou-se o povoado, centro mais adiantado que a própria sede do município (Limoeiro de Anadia), que até esta data não tinha estradas para evacua seus produtos.

Na eleição de 1892, Manoel Antônio Pereira Magalhães, sobrinho de Manoel André Correia, é eleito para o cargo de intendente do município de Limoeiro de Anadia. Durante a sua gestão, construiu o açude público, localizado em cacimbas (atualmente Lago da Perucaba). Foi durante o governo de Gabino Besouro criado o Cartório do Registro Civil. A partir de 1892, povoado começou a se desenvolver, com a construção de mais casas. Em 1908, foi criada a Sociedade Musical União Arapiraquense, ficando como seu primeiro presidente o comerciante Esperidião Rodrigues da Silva. Todo instrumental da Banda foi comprado em Paris. No dia 02 de fevereiro de 1909, pela primeira vez, a Banda tocou a retreta da festa da padroeira, sob a regência do maestro Vieira.

Bandeira / Hino

HINO OFICIAL DE ARAPIRACA

Criado pelo Projeto de Lei n.º 36/61, do vereador Higino Vital da Silva (Sessão Ordinária do dia 11/11/1961). Aprovado na Sessão Ordinária do dia 25/11/1961.
Letra do professor Pedro de França Reis. Música do maestro Nelson Palmeira.

Hino de Arapiraca (o texto foi digitado seguindo as regras gramaticais da época)

Sob um céu de safira estrelado,
Num agreste dêste imenso Brasil,
Fôra um rincão pequenino fadado
A ser majestoso, soberbo e viril.

CÔRO
Arapiraca, Estrêla radiosa,
Que fulgura sob o céu do Brasil,
Cidade sorriso, cidade formosa,
Cheia de esplendor e de encantos mil.

Arapiraca fôra a inspiração
De um sertanejo cheio de fé.
Rendamos, pois, de coração
O nosso “HOSANA” a Manoel André.

A cultura do fumo, a sua riqueza,
O “OURO NEGRO”, que os seus campos veste
Lhe adquirira um título de nobreza,
“cidade Galã”. PRINCESA DO AGRESTE.

Terra adorada, Gloriosa terra,
Crisol da Pátria, abençoada por Deus
Receba, pois, o afeto que se encerra
Nos meigos corações dos filhos teus.