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12 de Março de 2018 as 12:30

Emprego na construção civil dá sinais de recuperação em Alagoas

 

Em janeiro o setor abriu 362 vagas, segundo dados do Ministério do Trabalho

Um dos destaques na geração de emprego em janeiro, o setor de construção civil de Alagoas registrou crescimento de 1,57% no primeiro mês do ano, na comparação com dezembro de 2017, segundo dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho.

Segundo o levantamento, o setor registrou o segundo melhor desempenho no Estado, com a abertura de 362 vagas com carteira assinada em janeiro. Os serviços tiveram o melhor desempenho, com a criação de 998 postos formais de trabalho. Em todo o Estado, foram fechados 2.189 empregos, uma retração de 0,63% em relação a dezembro, segundo o Caged.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de Alagoas (Sinduscon-AL), Alfredo Guttenberg de Mendonça Brêda, o desempenho do emprego da construção civil em Alagoas mostra que o País está retomando o crescimento, apesar do Produto Interno Bruto (PIB) do setor ter registrado uma queda de 5% no ano passado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). "Contudo, com a retomada da economia, as empresas [do setor] começaram a contratar em todo o País, fato que não acontecia há dois anos", explica Brêda.

Segundo ele, Alagoas começa aos poucos a ver a retomada de obras, tanto no setor público quanto no privado. "O governo de Alagoas vem contratando novas obras e, depois de dois anos de retração, o setor privado já recomeça a construir", revela, acrescentando que no Centro-Sul do País essa retomada já está muito mais adiantada.

Alfredo Brêda informa que a construção civil alagoana, que já chegou ter 40 mil empregos diretos - no auge do boom econômico -, emprega atualmente cerca de 20 mil trabalhadores. Ele acredita, no entanto, que 2018 deve fechar com crescimento do emprego no setor, porque as construtoras já vêm anunciando a realização de algumas obras. "É claro que essas obras só ficarão prontas daqui a dois anos, o que faz com que o estoque ainda se mantenha baixo nesse período", ressalta. "Evidentemente, a partir do segundo semestre, é provável que haja aumento no valor dos imóveis existentes, o que torna o momento atual a melhor opção para comprar", defende.