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21 de Novembro de 2020 as 16:00

Maceió é a oitava capital do país com menor número de fumantes

Maceió é a oitava capital do Brasil com o menor índice de fumantes: o percentual é de 8,6%. Em relação à região Nordeste, a capital alagoana é a quinta com o menor índice. Os dados são da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2019 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

As cidades de Vitória (ES) 8,4%, Teresina (PI) 7,5%, Manaus (AM) 7,4%, Salvador (BA) 7,1%, Belém (PA) 6,4%, São Luís (MA) 6,3% e Aracaju (SE) 4,9% ocupam as demais posições.

Segundo o estudo, o número de fumantes em todo o país sofreu redução. Outra pesquisa, divulgada em abril deste ano, o Vigitel 2019, já havia atestado essa diminuição. Em Maceió, nesta pesquisa o percentual foi de 5,5%.

Segundo o IBGE quanto maior o nível de escolaridade, menor a proporção de fumantes. A faixa com o maior percentual é a de pessoas sem instrução/nível fundamental incompleto: 17,6%. A proporção vai diminuindo: para 15,5% na faixa de pessoas com fundamental completo e médio incompleto, até chegar a 9,6% para médio completo/superior incompleto e a 7,1% entre homens e mulheres com nível superior. Fontes acredita que o maior acesso à informação e às campanhas de conscientização desta faixa é fator preponderante. E acrescenta: “Nessa faixa, há mais pessoas que trabalham em empresas maiores ou ambientes onde é proibido fumar, por exemplo”.

De acordo com a coordenadora do Programa de Combate ao Tabagismo Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Vetrúcia Teixeira a redução histórica pode ser atribuída a intensificação das políticas de conscientização dos riscos do cigarro.

“A gente vem ampliando os trabalhos, apesar do Covid-19, aqui em Alagoas até parou um pouco o atendimento presencial, mas estava ocorrendo por telefone, WhatsApp. Temos tido reduções que vem sendo apontadas pelo Vigitel, Alagoas sempre tem caído nessa faixa. É uma capital que se anda e não se encontra muita fumaça, muita gente fumando”.

Além disso, Vetrúcia afirma que a rede de apoio é fundamental para que os fumantes larguem o vício. Segundo ela, apenas 3% dos fumantes conseguem deixar o cigarro por conta própria.

“Atendimento em grupo de 10 a 15 pessoas, com uma abordagem onde a pessoa tem acesso a dicas de como superar o desejo de fumar, a vantagem de estar em grupo é muito grande porque um passa para o outro as suas experiências. O próprio fumante descobre as melhores formas para parar de fumar. Não existe uma regra automática nem matemática, vai depender de cada pessoa, a relação que ela tem com o cigarro… Ele precisa aprender aos momentos, procurar alternativas e ir superando. uma coisa importante é falar dos ganhos: a diminuição dos gastos com cigarro, por exemplo. Sem conta o prejuízo no final da vida, com uma cadeira de rodas, balão de oxigênio… As pessoas vão refletindo sobre isso e aprendendo, e encontrando forças e motivação para parar de fumar”, detalha.

Em Maceió diversas unidades de saúde e hospitais servem como porta de entrada para o início do tratamento. Além da capital, outros 25 municípios integram a rede do programa.

“As pessoas precisam de apoio profissional, da família dos amigos, quando está no processo de parar de fumar. Quando tem o apoio é bem legal para a pessoa, ela precisa de apoio. Em Maceió o papel da imprensa também tem sido fundamental, eu acredito que a mídia tem uma responsabilidade muito grande em relação ao número pequeno de fumantes em relação aos outros estados. Em Maceió temos a Uncisal, HU, unidades de saúde no Benedito Bentes, Clima, Caps AD, e outros municípios também desenvolvem o programa uma faixa de 25 a 30 e acredito que no ano de 2021 teremos uma ampliação, porque durante a pandemia, o INCA começou a realizar videoconferências capacitando profissionais de saúde a atuar no combate ao tabagismo”, destaca.