Coral-sol: espécies invasoras são registradas pela 1ª vez no mar de AL e podem trazer riscos; entenda

O coral Tubastraea tagusensis, conhecido popularmente como Coral-sol, é considerado uma espécie invasora no Brasil. Ele é nativo do oceano Indo-Pacífico e foi introduzido na costa brasileira na década de 80. Registrado primeiramente em plataformas de petróleo e depois em costões rochosos no Rio de Janeiro, o coral se expandiu para vários estados como São Paulo, Santa Catarina, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará. Na última semana, ele foi encontrado pela primeira vez em Alagoas.

De acordo com o professor Cláudio Sampaio, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), os corais são facilmente reconhecidos devido ao seu colorido vibrante e pelo formato alongado dos seus pólipos. A espécie registrada em Alagoas foi T. tagusensis possui cor amarelada e pólipos mais projetados e espaçados.

“Eles são coloridos e possuem pólipos coloridos e belos, mas essa beleza esconde uma espécie invasora que compete por espaço e comida com organismos nativos e muitas vezes só encontrados no litoral brasileiro. Como possuem altas taxas de crescimento e reprodução, podendo habitar águas rasas e profundas e apenas um pequeno predador em águas nacionais, o Coral-sol consegue ocupar muitas áreas construídas pelo homem, como portos, boias de sinalização náutica, marinas, naufrágios e lixo submerso, além de ambientes naturais, como costões rochosos e recifes de coral. Quando ele começa a crescer, geralmente costuma dominar o ambiente, reduzindo as espécies nativas e modificando o comportamento de peixes, além de deixar o local monótono, com apenas ela dominando”, disse ao TNH1.

“Esses fatos causam impactos ecológicos, com redução de espécies nativas e alteração do comportamento dos peixes, e econômicos, pois os peixes podem buscar por áreas não invadidas pelo Coral-sol, prejudicando a pesca e os turistas perderem o interesse por ambientes homogêneos, sem diversidade. Como a pesca e o turismo são atividades econômicas importantes para Alagoas, há o risco de prejuízo”, continuou Sampaio.

Fonte: TNH1

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