Abril Verde: LER/DORT são as doenças que mais afetam os trabalhadores brasileiros

Dor nos membros superiores e nos dedos, dormência, formigamento, fadiga muscular e redução na amplitude do movimento. Esses são alguns dos sintomas mais comuns da Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT). Segundo o Ministério da Saúde, essas são as doenças que mais afetam os trabalhadores brasileiros.

Com o objetivo de refletir sobre a importância da saúde em ambiente de trabalho, a campanha Abril Verde foi criada e mobiliza a sociedade em prol desta temática durante este mês. O fisioterapeuta do Sistema Hapvida Maceió, Gustavo Palmieri, afirma que a atuação fisioterapêutica é fundamental no tratamento da LER/DORT e também pode atuar preventivamente em prol de uma cultura saudável de consciência corporal e postural.

Entendendo a LER/DORT

A LER/DORT são caracterizadas pelo desempenho de movimentos contínuos e afetam ossos, músculos e tendões. Digitação intensa, tracionamentos, postura incorreta e içamento de pesos são alguns dos fatores de risco que contribuem para o aparecimento das lesões.

“É o caso, por exemplo, da tendinite e da bursite. A tendinite afeta o tendão e a bursite afeta as bursas, tecidos que amortecem o contato entre os músculos e os ossos”, explica Gustavo. Áreas como ombro, cotovelo e punho são as mais afetadas.

Outras patologias comuns também incluem a síndrome do túnel do carpo, que surge devido à compressão do nervo mediano, que passa pelo punho e inerva a palma da mão, e as mialgias, que são as dores musculares, que podem afetar diversas regiões do corpo.

Diagnóstico e Prevenção

O fisioterapeuta explica que é possível prevenir a LER/DORT. “As orientações consistem em evitar posturas inadequadas e horas excessivas realizando as mesmas tarefas. É importante realizar alongamentos específicos para as musculaturas mais trabalhadas, fortalecimento e relaxamento muscular, coordenação motora e repouso suficiente”, destaca.

Se o paciente apresentar algum sintoma, vale consultar um ortopedista, médico do trabalho ou clínico geral para avaliação. Histórico de saúde, hábitos e condições de trabalho serão considerados na hipótese diagnóstica, que também pode contar com exames de imagem para verificar se há comprometimento musculoesquelético.

Atuação fisioterapêutica

Se o diagnóstico for confirmado, a atuação fisioterapêutica consiste em terapias de reabilitação para combater a dor aguda, bem como exercícios corretivos de acordo com a necessidade de cada pessoa. Eletroterapia, ultrassom, acupuntura e hidroterapia são alguns dos recursos que podem ser utilizados para garantir o alívio dos desconfortos e o bem-estar do paciente.

“O tratamento é lento e não é linear, havendo períodos de grande melhora ou de estagnação. Por isso, é imprescindível ter paciência e cuidar, também, da saúde mental durante o período”, finaliza o especialista.

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