Comando da PM propõe aproximação com Ufal por meio do Batalhão Escolar

A segurança no Campus A.C. Simões foi a pauta de uma reunião realizada, na manhã da última quarta-feira (20), na Reitoria da Universidade Federal de Alagoas. Gestores receberam representantes do Comando de Policiamento da Capital (CPC) e do Batalhão Escolar (BPESC)da Polícia Militar para dialogar sobre medidas ligadas à segurança no local. A proposta apresentada pelo coronel Carlos Luna, comandante do Policiamento da Capital, foi uma aproximação da PM com a Ufal por meio do Batalhão Escolar.

Como deliberação, ficou definido que será construída uma agenda de reuniões, com a participação da comunidade acadêmica, sobretudo a estudantil. “O objetivo desses encontros é que sejam ouvidas sugestões e esclarecidas dúvidas. A ideia é que esse seja um modelo em construção. Não estamos com nada definido. Vamos construir juntos, com a participação de todos os segmentos da Universidade”, destacou Elaine Pimentel, diretora da Faculdade de Direito de Alagoas e presidente do Fórum de Diretores de Unidades Acadêmicas da Ufal.

“Foi muito boa a proposta apresentada pelo coronel Luna. Esse Batalhão é especializado em um tipo diferenciado de policiamento, que lida diretamente com a comunidade estudantil do ensino médio e fundamental e que, portanto, tem uma outra filosofia de policiamento. Isso resultará em uma caminhada de construção do diálogo com a Universidade”, afirmou a professora.

“O reitor convocou essa reunião numa forma de tentar construir um modelo de parceria para o policiamento do campus que se adéque às dinâmicas, às peculiaridades, às rotinas da Universidade, com extremo respeito à comunidade acadêmica”, afirmou Elaine Pimentel. Ela, que é pesquisadora da área de Segurança Pública, participou da reunião e defendeu o “diálogo”: “A presença nessa reunião de comandos especializados, de policiamento específico para espaços escolares é uma via interessante para definir as ações de policiamento para o Campus A.C. Simões”.

Com o retorno das atividades presencias, a questão da insegurança voltou a preocupar estudantes, servidores e gestores da instituição. A gestão central da Ufal instalou, no início de abril, refletores em alguns locais apontados pelos estudantes como os mais críticos. “Estamos todos preocupados, por isso estamos buscando estratégias para lidar com essa situação”, destacou o pró-reitor Estudantil, Alexandre Lima, que também participou na reunião.

Representando a PM, também estiveram presentes o subcomandante do Batalhão de Policiamento Escolar, capitão Glaudson Jatobá de Oliveira; e a capitã Cristiane Silva Pinheiro, do BPES e da Patrulha Maria da Penha. Da Ufal, também participaram os pró-reitores de Graduação, Amauri Barros; de Extensão, Cézar Nonato; de Gestão Institucional, Jarman Aderico; de Pesquisa e Pós-Graduação, Iraildes Assunção; o assessor do gabinete do reitor, professor Théo Forte; o ouvidor da Ufal, Melchior Nascimento; e o coronel Gilmar, representante da empresa de Segurança Servipa.

Segurança no campus

Durante a reunião, a professora Elaine Pimentel falou sobre a pesquisa que liderou em relação à segurança no Campus A.C. Simões. Ela detalhou que, durante seis meses, realizou um “estudo legislativo” para avaliar se haveria algum empecilho em relação à presença da Polícia Militar no Campus A.C. Simões.

Ela argumentou que “há um tabu” sobre o assunto mas que, do ponto de vista legal, “não há óbice para o policiamento na Universidade”. “Não há empecilho para a PM aqui dentro. O que acontece lá fora, ocorre aqui também. É um espaço urbano que pode receber policiamento”, afirmou.

A fase seguinte da pesquisa, disse a pesquisadora, consistiu em ouvir os membros da Ufal sobre a presença da PM no campus e os dados indicaram que a comunidade é a favor.

Elaine Pimentel destaca que, mesmo com a suspensão das atividades presenciais por causa da pandemia, foi mantido um diálogo institucional com a PM e que, agora, o momento é de conversar com a comunidade acadêmica para construir uma “proposta transparente” na área de segurança e levá-la ao Conselho Universitário. “Chegar ao Consuni com um documento propositivo, que se aproxime da demanda universitária, para que a comunidade se sinta parceira nesse processo”, assegurou.

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