Câmara entrega título de Cidadão Honorário a desembargador e comenda Nise da Silveira a assistente social

A Câmara Municipal de Maceió realizou sessão solene na manhã da última sexta-feira (22), no auditório vereador Silvânio Barbosa, para conceder o título de Cidadão Honorário de Maceió ao desembargador da 5ª Região do Tribunal Regional Federal (TRF), Paulo Machado Cordeiro e a comenda Nise da Silveira a Teresa Cristina Vidal de Negreiros Maura Tenório. As proposições foram apresentadas pelo vereador João Gabriel (PSD), como forma de registrar a dedicação de ambos os homenageados em suas áreas de atuação.

Especialista em Gestão e Controle Social de Políticas Públicas pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), a homenageada se destacou pela grande contribuição na gerência da área de saúde mental em Maceió. Ao lado de familiares e amigos, Tereza Cristina agradeceu o reconhecimento e a oportunidade de contar um pouco da sua trajetória.

“Estou muito emocionada com a Comenda Nise da Silveira. Foram anos de muita luta e batalha para transformar a saúde mental em Maceió. E esse reconhecimento me enche de muita felicidade. Muito obrigada vereador Joãozinho pela proposição, não haveria pessoa melhor para me conceder está honraria. Essa Comenda vai para todos os meus familiares e amigos e, acima de tudo, para todos os usuários dos CAPs de Maceió. A luta pela saúde mental sempre foi e sempre será por todos vocês”, ressaltou.

Segundo João Gabriel enquanto esteve a frente da Saúde Mental de Maceió, Tereza teve uma destacada atuação com ideias e propostas que mudaram o atendimento aos pacientes atendidos na capital. “Enquanto gestora da Saúde Mental de Maceió, Tereza teve a oportunidade de transformar vidas à medida que potencializou o protagonismo dos usuários assistidos pelos CAPs da capital, implantando serviços que valorizavam de fato seus beneficiários. Sempre atenta às necessidades das pessoas, ela lutou pela inclusão e pelos direitos dos pacientes dos CAPs”, destacou o vereador.

Desembargador

Nascido no Rio de Janeiro e criado em Salvador, o desembargador Paulo Machado Cordeiro tem atuação destacada na Justiça Federal alagoana tendo participado de todo o processo de sua organização. Segundo sua esposa, Maria Deucinéia Cordeiro os dois se encantaram com a cidade durante uma visita que fizeram durante um feriado prolongado da Semana Santa. E, desde então a família adotou a cidade com suas belezas e o carinho do povo da cidade.

“É um orgulho para nós e minha família esse título que meu marido está recebendo. Para nós é um orgulho muito grande essa cidade que nós escolhemos conceder esse título a ele. Quero dizer a todos que estamos orgulhosíssimos e que Nossa Senhora dos Prazeres nos mantenha aqui por muito tempo”, disse emocionada.

O amigo e desembargador Paulo Roberto de Oliveira enfatizou a atuação do colega de trabalho com o qual convive há 30 anos e seu compromisso com a Justiça Federal, bem como sua evolução e as decisões que ao longo desses anos tomou em nome do bem comum.

“Gostaria de agradecer a Câmara e ao vereador Joãozinho pela justiça da homenagem. Até o nosso tribunal pega uma carona nessa homenagem e se sente homenageado por um de seus ilustres membros. Se esse título é concedido é por reconhecer de verdade que Paulo é maceioense mais que muitos que nasceram aqui porque ele escolheu com o coração. São vários e vários anos de uma judicatura correta e honesta, além de uma atuação como professor formando batalhões de amigos. Houve uma época em que não tínhamos juízes federais alagoanos. Eles vinham, passavam uma temporada e iam embora. Até que chegaram dois, Francisco Ildo já falecido e Paulo Cordeiro que sentou-se na cadeira e tornou-se alagoano. Esse título é um reconhecimento de uma condição de cidadão maceioense que ele já tem”, enfatizou Oliveira.

Para o vereador João Gabriel a homenagem ao desembargador é um modesto reconhecimento para alguém que fez tanto pela cidade. Ele relembrou alguns conflitos e situações importantes com as quais a sua intervenção mediadora foram decisivas para contribuir com a cidade de Maceió.

“Ele veio para passar três meses e está há 30 anos. Sobre a importância de sua atuação cito aqui o processo da antiga favela de Jaraguá pois a questão estava judicializada. A decisão dependia do então presidente, mas o Dr. Paulo foi decisivo depois de receber o prefeito Rui Palmeira, a época, e hoje temos esse belíssimo Centro Pesqueiro. Outra coisa muito importante que teve sua contribuição foi a questão dos precatórios do antigo Fundef, de Maceió. O relator estava com parecer pronto e contrário. E essa decisão poderia ser um grande problema porque alguns municípios já tinham recebido os recursos. E o Dr. Paulo conseguiu explicar a importância desses precatórios para a cidade e ela foi favorável. E em 2020 Maceió recebeu os R$ 300 milhões que ainda serão pagos”, lembrou João.

Em seu pronunciamento, o desembargador Paulo Cordeiro confirmou a relação apaixonada e emocional que tem com a cidade de Maceió. Além disso, também relembrou iniciativas que contribuíram para o desenvolvimento da Justiça Federal, assim como sua contribuição acadêmica para a formação de novos advogados no Estado na Universidade Federal de Alagoas e no Centro de Estudos Superiores de Maceió.

“É uma honra e nesse momento em que sou homenageado o meu passado se recompõe num crescer de recordações. Relembro suor, fadiga e recordações que encontram conforto. Nasci no Rio de Janeiro onde mora minha mãe, mas tenho poucas lembranças. Cresci em Salvador, me formei, constitui família e para onde sempre volto. Dedico diuturnamente o melhor de minha existência a fazer justiça e a formar novas gerações de advogados. Desde que cheguei em outubro de 1991, todas as ações da Justiça Federal tiveram minha participação. A mudança do prédio do Salgadinho, criação das varas e vinculação dos estudantes de direito com a Justiça Federal surgiu com nossa participação a partir de um programa de estagiários e formação de novos juízes. De modo que praticamente todos os juízes foram estagiários ou atuaram na Justiça Federal. Essa honraria identifico como um sinal de reconhecimento por uma vida dedicada ao trabalho. É uma homenagem a mime a esse ramo da Justiça Federal onde dou a minha contribuição. Esse título me deixa sensibilizado porque foi aqui que escolhi para viver”, disse o desembargador.

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