Em alta de 7%, AL tem maior safra de cana dos últimos sete anos

Na safra 2017/2018, o setor sucroenergético de Alagoas chegou ao fundo do poço – literalmente. A produção foi a menor da história recente do setor, com moagem de 13,7 milhões de toneladas.

Desde então, o setor vive uma fase de retomada, embora ainda falte muito para se alcançar a média histórica de 25 milhões de toneladas de cana por safra no Estado.

A distância até a média de 25 milhões vem diminuindo ano após ano. E no encerramento da sara 2021/2022 ficou ainda menor. O setor encerrou o ciclo com a maior produção dos últimos 7 anos safra.

De acordo com dados preliminares, a produção chegou a 18,227 milhões de toneladas de cana em crescimento de 6,9% ante a safra anterior quando foram esmagadas 17,037 milhões de toneladas.

O resultado da safra confirma estimativas do Sindaçúcar-AL. E a expectativa, segundo o presidente do sindicato é de crescimento para o próximo ciclo.

“A próxima safra será certamente maior que a atual, em função do comportamento do clima que tem ajudado bastante. Além disso, registramos um aumento no plantio, o que aponta para desempenho positivo no próximo ciclo”, aponta Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL.

Além de aumento de produção na próxima safra, que tem início previsto para agosto deste ano, o Sindaçúcar-AL avalia que a próxima safra será mais alcooleira: “a venda direta do etanol foi regulamentada em nosso Estado no final da safra, quando as indústrias já não tinham estoques disponíveis ou capacidade de ampliar a produção. Para o próximo ciclo tem percebido o movimento de várias indústrias no sentido de ampliar a fabricação de etanol e ocupar o mercado do combustível hidratado, especialmente em Alagoas, através da venda direta”, aponta Pedro Robério Nogueira.

O presidente do Sindaçúcar-AL diz que ainda é cedo para estimar o tamanho da próxima safra, mas aposta na manutenção do ciclo de crescimento pelos próximos anos: “depois da crise, o setor se reorganizou. Conseguimos avançar no mercado local, a partir da equalização tributária promovida pelo governo de Alagoas, que deu maior competitividade as nossas indústrias e agora, com a venda direta do etanol, devemos consolidar a presenças nos mercados loca e regional, sem perder participação no mercado mundial, o será possível a partir da ampliação de produção”, aponta Nogueira.

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