Casos de dengue crescem 500% nas primeiras semanas deste ano em Alagoas

Conforme boletim epidemiológico do Ministério da Saúde (MS), o número de pessoas com dengue cresceu 508% nas quatorze primeiras semanas deste ano em Alagoas, contabilizando 1.205 casos da doença. O relatório leva em consideração o mesmo período do ano passado, quando foram registrados 198 casos. Os casos de zika, no estado, já chegam a 87, enquanto no mesmo período de 2021 foram seis casos. A chikungunya já tem 68 notificações. O ano passado foram sete.

Somente em Maceió, já foram notificados 216 casos, enquanto que no mesmo período de 2021, 100 casos foram registrados. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), nessas primeiras quatorze semanas de 2022, também foram notificados dezenove casos de zika vírus, o que significa um crescimento de 216%, em comparação com ao mesmo período de 2021, quando foram notificados dez casos. De chikungunya foram 17 casos notificados, um aumento de 70%, comparado aos dez casos notificados no mesmo período do ano anterior.

Franciely Cardoso tem 27 anos e mora na Rua São João, no Vergel do Lago, desde criança. Ela tem dois filhos pequenos e reclama do acúmulo de água na rua.

“Sempre enfrentamos este problema, que se agrava com o período de chuvas. Além das crianças tenho minha avó de 92 anos e ficamos muito temerosos, pois nos idosos as doenças se tornam ainda mais pesadas. Dentro de casa e no nosso quintal tomamos todos os cuidados para evitar a proliferação dos mosquitos. Mas aqui fora é desse jeito”, reclama.

De acordo com o supervisor de endemias, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Paulo Protásio, o aumento de casos de arboviroses no primeiro trimestre deste ano, mostra que a população deve reforçar os cuidados para evitar a proliferação do vetor da dengue, zika e chikungunya.

“Estamos em um período propício para a proliferação do Aedes aegypti, com momentos intercalados de chuva e sol. Por isso, é necessário que, em nossas residências, façamos o dever de casa, evitando manter expostos recipientes com água limpa e parada, limpando quintais, calhas e caixas d’água e descartando garrafas de plástico ou qualquer recipiente que possa acumular água, pois são criadouros preferencias do mosquito”, salientou.

Sesau presta assistência técnica aos 102 municípios

Paulo Protásio reforçou que a Sesau, por meio da Gerência de Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis, vem cumprindo seu papel institucional de prestar assistência técnica aos 102 municípios.

“Ressaltamos que o trabalho de campo, de busca ativa dos focos do Aedes aegypti, é realizado pelos agentes de endemias municipais, que recebem nossas orientações técnicas de como proceder, sempre que as Secretarias Municipais de Saúde nos solicitam capacitações. Entretanto, se cada cidadão não tomar consciência de cuidar do seu ambiente doméstico, nenhuma ação dos agentes de endemias irá surtir efeito e, desse modo, as arboviroses, além de levarem à internação, podem desencadear óbitos e graves sequelas”, alerta o supervisor de endemias da Sesau.

Conforme a Prefeitura de Maceió, os agentes de endemias da Secretaria Municipal de Saúde continuam trabalhando nas áreas classificadas como de médio e alto risco de transmissão de arboviroses. Os arbovírus são vírus que circulam, se multiplicam e são transmitidos por artrópodes infectados, no caso da dengue, zika e chikungunya, o Aedes aegypti.

A SMS colocou o telefone 3312-5495, Disque Dengue, à disposição da população para atendimento de denúncias sobre potenciais criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Por meio do telefone, a SMS também orienta à população para corrigir situações que favoreçam a proliferação do mosquito transmissor.

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