Cooperativa agrícola prepara instalação de nova destilaria no interior de Alagoas

Com o contrato de renovação do arrendamento da Usina Uruba emperrado, a Cooperativa Agrícola do Vale do Satuba (Copervales) prepara a instalação de uma nova destilaria no interior de Alagoas. O parque industrial deve funcionar na região da Zona da Mata e manter parte dos empregos gerados pelos produtores de cana-de-açúcar da região.

Para viabilizar o negócio, um grupo de cooperados viajou ao interior do estado de São Paulo, onde participou de uma feira de agronegócio e visitou empresas especializadas em venda de destilarias e montagem. A diretoria da Copervales se mostra otimista com o novo negócio, que deve manter a economia aquecida , caso o contrato na Uruba não prospere.

Na prática, a cooperativa deve ampliar sua área de atuação. Atualmente, a Copervales se dedica à produção de açúcar e de melaço, tendo como subprodutos a torta e o bagaço da cana-de-açúcar. A destilaria deverá receber parte da produção da região do Vale do Satuba, Paraíba e Mundaú e transformar o produto em etanol.

A iniciativa conta o apoio de políticos da região, que reconhecem o positivo impacto sócio-econômico que a cooperativa tem gerado na região. A Copervales é responsável por cerca de 5 mil empregos diretos e indiretos na região de Atalaia, com consequências em 20 municípios.

Renovação emperrada


Um impasse no processo de renovação de contrato de arrendamento da Usina Uruba, pertencente à massa falida do Grupo Laginha Agro Industrial SA, pode acarretar no fim da produção no local. A insegurança jurídica durante a negociação contratual pode inviabilizar o funcionamento da usina por parte da Cooperativa Agrícola do Vale do Satuba (Copervales).

Devido ao ciclo da cana-de-açúcar, a cooperativa precisará fazer investimentos de aproximadamente R$ 30 milhões, somente na área agrícola da usina arrendada. A aplicação do montante, no entanto, só se torna viável para os produtores de cana caso haja garantia de continuidade das atividades. A Copervales já investiu R$ 46 milhões na área industrial arrendada, recuperando o patrimônio da massa falida, que estava deteriorado.

*Com assessoria

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