Após mobilização de entidades, prefeitura de Palmeira recua e suspende gestão do IGPS na Saúde e Assistência

Após a mobilização e denúncia do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Previdência, Seguro Social e Assistência Social de Alagoas (Sindprev) e Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Palmeira dos Índios sobre a contratação do Instituto de Gestão de Políticas Sociais (IGPS) para gerir novas contratações do município nas áreas de Saúde, Assistência Social e Administração, o prefeito Júlio Cezar recuou e suspendeu a gestão da Organização da Sociedade Civil.

A decisão foi apresentada durante reunião com representantes do Sindprev, CMS, o prefeito Júlio Cezar, o procurador municipal Klenaldo Oliveira, do controlador municipal Marcondes Oliveira, da secretária municipal de Gestão Cinara Barbosa, do secretário municipal de Saúde Jânio Barbosa e técnicos da SMS.

A terceirização da gestão de servidores do município para atividades fim e meio não foi bem recebida pela categoria, uma vez que a contratação da IGPS no valor de mais de R$ 29 milhões de reais por ano já havia sido publicada no Diário Oficial do Município sem ao menos ser discutido pelo Conselho Municipal de Saúde. Para o sindicato e especialistas, a contratação de empresas como essa representa a desresponsabilização do município sobre o gerenciamento de pessoal, além de enfraquecer direitos trabalhistas.

Durante a reunião, o prefeito se desculpou pelo erro da gestão e estipulou um prazo para que as representações do Sindprev, CMS e Prefeitura determinem quais áreas meio podem ser geridas pela IGPS. “Peço que se estabeleça um núcleo de trabalho para determinar quais as áreas meio poderão ser geridas pela organização. Como prefeito, não posso dar passos sem que haja entendimento entre as partes. Peço perdão pelo erro, iremos dar andamento aos processos seletivos e vamos fazer um grande Concurso público. Determino a suspensão da gestão pela empresa e na próxima semana estarei me reunindo, novamente, com os sindicatos e até o final deste mês espero entendimento e resolução final”, disse o prefeito.

Nas redes sociais, o Fórum Alagoano em Defesa do SUS comemorou a suspensão das atividades da empresa de gestão e reforçou que a medida só foi tomada pela pressão da categoria e sociedade civil, já que o diálogo foi aberto após sindicalistas denunciarem a contratação em rádios e na Câmara dos Vereadores do Município.

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