Uso facultativo da máscara agrada a pais de alunos

Esta semana as escolas particulares de Maceió tornaram facultativo o uso da máscara facial, utilizada desde o início da pandemia da Covid-19. A decisão agradou a grande parte dos pais de alunos.

Patrícia Andrade é mãe de Júlia que cursa o 7° ano e é favorável a não obrigatoriedade da máscara. “A doença já está controlada. Muitas crianças já estão vacinadas. Elas estão frequentando praias, shoppings, cinemas, tudo sem máscara. Então não faz sentido manter na escola. É um desconforto ficar entre quatro e cinco horas usando o utensílio. Eu acho que agora, cabe à consciência de cada família não mandar o filho que esteja com sintoma gripal, para o ambiente escolar”, disse Patrícia.

A servidora pública Ana Elayne Machado tem dois filhos em idade escolar e disse que, apesar de reconhecer a importância do acessório na proteção contra as doenças respiratórias, deixou os filhos à vontade para optarem ou não pelo uso da máscara. “Nós já estávamos saindo para outros ambientes sem fazer uso da máscara. Então conversei com eles, que preferiram não usar também na escola”, afirmou Ana.

Para o médico infectologista Fernando Maia, a vacinação possibilitou um novo momento para a sociedade, com a redução de casos e de mortes por Covid-19.

“Estamos em um bom momento. A vacinação teve um importante papel na diminuição de contágio, de modo que estamos com uma certa tranquilidade. O ano passado, por essa época, nós estávamos com muitas pessoas adoecendo, hospitais cheios. A vacina é fundamental. É importante que os pais vacinem os seus filhos. Não há justificativa para não vacinar as crianças”, afirmou Fernando Maia.

Para o infectologista, “é um contrassenso a pessoa estar vacinada e não vacinar os filhos. Não há lógica nessa atitude, inclusive, atualmente são as crianças as mais atingidas pelos casos de Covid, exatamente por ainda não estarem vacinadas. Então, é importante que os pais vacinem seus filhos para fechar o cerco à doença e termos um maior controle da situação”, recomendou o médico.

A diretora-geral da Escola Monteiro Lobato, Ivana Ribeiro, disse que a expectativa dos alunos e familiares sobre a liberação do uso da máscara já era grande no estabelecimento de ensino.

“Alguns alunos nos questionavam quando esse momento iria chegar e, quando fizemos o comunicado, a adesão foi praticamente da totalidade. Um pequeno percentual de alunos continua usando a máscara”, relatou Ivana.

No entanto, a diretora afirmou que os demais cuidados para prevenção da doença continuam. “A nossa escola sempre foi muito rigorosa com esses cuidados, durante toda a pandemia contamos com a assessoria do infectologista José Maria Constant, que nos deu todo suporte nesse período, e aos poucos fomos flexibilizando, a medida que os dados e os decretos possibilitavam. Neste momento, todos os outros cuidados permanecem, a exemplo do uso do álcool gel e da lavagem das mãos. E estamos reforçando junto aos pais a importância de não mandar os alunos com sintomas gripais para a escola”, afirmou.

Conforme Ivana, a decisão sobre o uso facultativo da máscara foi tomada coletivamente pela categoria junto ao Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Estado de Alagoas (Sinepe) e levou em consideração o contexto sanitário atual, além dos decretos estadual e municipal.

“No caso da nossa escola, a máscara foi facultada apenas para alunos e familiares, os colaboradores permanecem fazendo uso obrigatório do equipamento. Vale ressaltar que a medida foi baseada no contexto sanitário atual. Se houver um aumento de casos e voltarmos a um contexto negativo, a gente pode retroceder dessa decisão”, alertou.

Nas escolas da rede municipal de ensino de Maceió, permanece a obrigatoriedade do uso de máscaras em todas as dependências, inclusive no transporte escolar. Já na rede estadual, o uso do acessório é obrigado em ambientes fechados, a exemplo das salas de aulas, mas é liberado em espaços abertos, como nos pátios de recreação.

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