Homenagem ao saudoso ícone da cultura alagoana Nelson da Rabeca

Essa semana a coluna Valores da Nossa Terra, faz uma singela homenagem ao ícone da cultura alagoana, Nelson da Rabeca. O músico traduzia a riqueza da cultura alagoana nas músicas que compõe, na história que carrega e no talento para tocar e construir artesanalmente o instrumento que mudou a vida dele, a rabeca.

 A produção do  programa Valores da Nossa Terra e a TV Liberdade estão se organizando para fazer um programa gravado e reproduzido através do cana do YouTube, na histórica cidade de Marechal Deodoro, onde será feita uma homenagem a Nelson da Rabeca. O comando do Programa é deste colunista.

Participarão do programa o jornalista e editor chefe do semanário Jornal de Arapiraca, Roberto Baía, e o presidente da Jograf,  Paulo Gabriel.

Nelson da Rabeca, faleceu no dia 22 de abril, deste ano, aos 81 anos.

Conheçam a história do alagoano que conquistou a todos com seu carisma, talento e muita humildade. 

Na juventude, Nelson trabalhava nos canaviais do interior de Alagoas. Um dia, ao ver um músico na televisão, se encantou e resolveu aprender a tocar rabeca. Aos 52 anos, descobriu que tinha um dom. A partir daí, se dividia entre o canavial e os shows na praia do Francês. Deixou a dupla jornada para fazer o que mais gosta: viver de música. Junto com a sua eterna companheira, Dona Benedita, rodou o Brasil levando a alegria da música tradicional.

O casal se apresentou no XIV Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, em 2014, com show e a Oficina de Construção de Rabecas.

Do primeiro olhar ao casamento foram apenas três semanas. Com mais de 50 anos de casamento, tiveram dez filhos e uma vida feliz nos palcos. “Foi amor à primeira vista”. Conheça a história de vida do mestre da rabeca, Seu Nelson e de sua companheira na vida e na voz, Dona Benedita.

Na cidade de Marechal Deodoro, em Alagoas, o jovem Nelson fez parte de sua vida no canavial.

“Eu trabalhava pro meu pai, pra minha mãe e pro meus irmãos. Cortava cana e fazia todo o serviço, mas o meu pai não deixava eu ir pra nenhum canto nessa vida”, relembrou Seu Nelson.

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