Falta de insumos e clima ameaçam produção de milho

O plantio de milho em Alagoas segue um cenário ainda indefinido, segundo o presidente da Comissão Estadual de Grãos de Alagoas, Hiberno Cavalcanti. Enquanto em algumas áreas o plantio chegou e ser realizado, em outras o processo se quer teve início.

“Está indefinida a produção deste ano. Algumas áreas no Sertão não chegaram, se quer, a serem plantadas por conta do excesso de umidade. E a janela ideal para o plantio já está passando. As áreas plantadas, em geral, estão sofridas por falta de adubação de cobertura ou por lixiviação dos fertilizantes. Notamos que as plantas estão amarelas com todas as características de que eles estão, literalmente, com fome”, declarou Cavalcanti, lembrando que a tendência esperada para a região de crescimento de área terá prejuízos.

De acordo com ele, os plantios mais recentes do grão podem ter uma produtividade diferente, “desde que ocorram chuvas até o final de agosto, início setembro, e sejam devidamente adubadas”, reforçou.

Hibernon destacou ainda que, diante da realidade atual, não se pode dar uma previsão da safra de milho desse ano em Alagoas. “Vai depender muito da reposição dos fertilizantes, que estão caros, e de o inverno se estender mais. O produtor que for plantar, hoje, vai precisar de 80 a 90 dias de umidade do solo. Essa seria, com certeza, a maior safra dos últimos tempos em Alagoas”, finalizou o presidente da Comissão Estadual de Grãos.

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