Palmeira elege conselheiro investigado por esquema no Bolsa Família

O pleito foi disputado em todos os 102 municípios alagoanos, com urnas eletrônicas e de lona, com voto em papel, como foi o caso de Maceió. Por conta disso, a apuração atrasou na Capital, onde a contagem aconteceu voto a voto.

Em Palmeira dos Índios, um conselheiro investigado foi reeleito, ganhou e pode ter sido o mais votado do município. Aguinaldo Tenório, o Gordo, teria liderado a votação do começo ao fim. Embora o resultado não seja oficial, mas ele já se considerava eleito, com 1.101 votos dos palmeirenses.

Outro acusado de uso indevido do Programa Bolsa Família, Tiago Miguel, conquistou 806 votos e também estaria entre os eleitos. Mas, eles negam as acusações e afirmam que estão sendo vítimas de perseguição política.

No entanto, os votos de Aguinaldo Tenório e Tiago Miguel, embora contabilizados, mas estão suspensos, até o fim da investigação.

Os demais candidatos eleitos poderão assumir os seus cargos como conselheiros tutelares no dia 10 de janeiro de 2024. O mandato de cada um é de quatro anos e prossegue até 9 de janeiro de 2028.

A Prefeitura de Palmeira dos Índios, em nota publicada no dia 28 de agosto, informou que recebeu graves denúncias sobre o possível uso político do Programa Bolsa Família, dias antes do pleito.

Por isso, a secretária municipal de Assistência Social, Sheila Duarte, determinou que os serviços ofertados pelo programa fossem suspensos, até que as investigações sejam concluídas, tendo como foco os benefícios pagos nos últimos 90 dias.

Em Arapiraca, o líder comunitário João Evaristo, de 62 anos, conquistou 993 votos, foi eleito e figura como o mais votado para o Conselho Tutelar do município. Na Capital do Agreste, o pleito transcorreu sem maiores problemas e o número de votantes superou todas as expectativas. Em 2019 foram 7.691 votantes, ontem foram 8.231.

Os eleitores compareceram para votar em dois locais: na Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) e na Escola Estadual Costa Rêgo, no bairro Alto do Cruzeiro e onde foram disponibilizadas 32 urnas eletrônicas.

O pleito foi conduzido, no interior e na Capital, pelos Conselhos Municipais das Crianças e Adolescentes, com apoio das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social, com a fiscalização do MP/AL e a logística do TRE Alagas.

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