Junção de minas da Braskem formou cratera 10 vezes maior do que a 18, diz Defesa Civil após estudo do sonar

O resultado de um estudo aprofundado feito nas minas 20 e 21 da Braskem mostra que as duas se tornaram uma única cavidade e que a conexão entre elas formou uma cratera 10 vezes maior do que a registrada na mina 18 após o colapso em dezembro de 2023. A informação foi passada ao TNH1 pelo coordenador da Defesa Civil de Alagoas, coronel Moisés Melo, na tarde desta quarta-feira (31). O estudo nas cavidades foi feito feito no último dia 21 por técnicos contratados da mineradora, após exigência do órgão estadual.

Segundo as informações repassadas à reportagem pelo coordenador, a nova cavidade, formada pela junção das duas minas, está em deslocamento constante e deve seguir o mesmo passo da mina 18. 

“O resultado do sonar feito nas cavidades 20 e 21 mostraram que elas se tornaram uma só. Nos últimos quarenta dias, o deslocamento vertical registrado nesta nova cavidade é de 5 metros. A média é de um deslocamento diário de 0,125 metros. A tendência é que aconteça com ela o mesmo passo a passo que aconteceu com a cavidade 18”, disse o coordenador.

Ainda de acordo com Moisés Melo, a análise, que foi feita com a ajuda de um sonar, ainda mostrou que a nova cavidade está a cerca 768 metros abaixo da superfície e sob a Lagoa Mundaú. A junção das cavidades 20 e 21 ainda possui 120 metros de altura, 96 metros de largura e volume maior que 340 m³. O tamanho da nova cavidade é considerado 10 vezes maior do que a cratera formada após colapso da mina 18.

“A junção dessas duas minas formou uma cratera maior do que a formada na mina 18. O estudo, feito por um sonar, mostrou que ela tem 120 metros de altura, 96 metros de largura e está a cerca de 768 metros de profundidade. Ela está localizada sob a Lagoa Mundaú, bem próxima da cavidade 18”, explicou o coordenador.

Defesa Civil Estadual vai ampliar área de segurança – Ao TNH1, o coordenador da Defesa Civil de Alagoas, Coronel Moisés, disse que o órgão solicitou a ampliação da área de segurança nas proximidades das cavidades 20, 21 e 18 e que técnicos vão continuar acompanhando o deslocamento da cavidades.

Ainda segundo o órgão, um possível cenário de colapso da nova cavidade não vai oferecer risco à população.

O que diz a Defesa Civil de Maceió – Em nota, a Defesa Civil de Maceió informou que estudos para verificar a situação das cavidades já foram realizados na mina conjugada 20/21, por meio de imagens de sonar. O órgão reforçou que dados preliminares apontam que as minas não sofreram alterações decorrentes do rompimento da mina 18.

A Defesa Civil Municipal destacou que aguarda agora os relatórios finais dos estudos e destaca que os equipamentos usados para medir a movimentação do solo na região não registraram informações que suscitem a necessidade de alertas. Em caso de mudanças nesse quadro, a Defesa Civil se comprometeu em comunicar a todos os órgãos competentes.

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