Rafael Brito diz que Bulhões seria grande presidente da Câmara federal

Entre os vários recados endereçados à presidência da República ditos pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), na última segunda-feira (6), está demonstrado que o parlamentar quer garantir que o seu sucessor, a partir de 2025, seja um deputado do Centrão, e consequentemente, seu aliado. O nome de Elmar Nascimento (União Brasil-BA), desponta como o favorito nos cenários de Lira.

Apesar da distância para a eleição da Câmara Federal, outro nome que volta a ser projetado é do deputado alagoano, Isnaldo Bulhões (MDB). O parlamentar não vem tratando abertamente sobre a disputa, mas no partido, Bulhões está cotado como único com chances reais. A avaliação é do deputado federal Rafael Brito, em entrevista à reportagem da Tribuna Independente.

“Isnaldo é um dos grandes nomes na disputa e seria um grande presidente para a Câmara. É o único nome do MDB para essa disputa, mas ainda temos que conversar bastante, principalmente com os partidos do nosso bloco. O que há é um sentimento muito grande dentro do plenário, de que ele faria um grande papel como presidente da Câmara”, disse Rafael Brito.

A Tribuna tentou repercutir o assunto com Isnaldo Bulhões, mas até o fechamento desta edição, não houve retorno.

UM ANO

Embora a eleição esteja programada para fevereiro do próximo ano, o assunto já está em pauta na Câmara. Entre os nomes considerados mais fortes numa possível disputa, apresentam-se Elmar Nascimento, Marcos Pereira (Republicanos-SP), Antônio Britto (PSD-BA), Hugo Motta (Republicanos-PB) e do deputado alagoano Isnaldo Bulhões.

Considerando que Arthur Lira não pode concorrer à reeleição, ele pretende transferir seu capital político para um sucessor. Segundo líderes e deputados consultados, nos bastidores, as indicações para vice-presidentes da Caixa Econômica Federal fazem parte da estratégia de Lira para angariar apoio em torno de seu candidato preferido. Procurado para comentar, o deputado alagoano não se pronunciou sobre o assunto.

Em uma entrevista à Folha de S.Paulo em setembro do ano passado, Arthur Lira admitiu que as indicações políticas para as 12 vice-presidências do banco passariam por ele. Em janeiro, o Conselho de Administração da Caixa aprovou o nome de seis novos vice-presidentes e indicou a aprovação de um sétimo, atendendo a indicações de PP, PL, Republicanos e PDT.

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