Ex-prefeito de Maceió quer voltar à Câmara de Vereadores

O ex-prefeito Cícero Almeida confirmou a sua pré-candidatura a vereador por Maceió pelo PDT, nas eleições deste ano. Ele disse que atendeu ao chamado do povo e ao convite do partido, comandado em Alagoas pelo vice-governador Ronaldo Lessa.

“Não foi uma escolha minha ser candidato a vereador. Por mim, eu já teria encerrado a carreira política. Foi uma intimação do povo, das pessoas que acompanham a minha trajetória política, desde que eu conquistei o meu primeiro mandato, sendo eleito vereador por Maceió, no ano 2000”, afirmou, em contato com a reportagem da Tribuna Independente.

Almeida já passou por várias legendas, mas começou no PSL. Entrou no PDT a convite do ex-vice-governador Geraldo Sampaio e depois no PTB, à época comandado pelo ex-senador João Lyra – ambos já falecidos. Teve passagem também pelo PRTB, PEN, PP, PSD, MDB, Podemos e PHS.

“Voltei ao PDT não de forma intencional, mas a convite do governador Ronaldo Lessa. Estou me sentido em casa, até porque o PDT foi o partido pelo qual eu me elegi deputado estadual, em 2002. Esse mandato serviu de base para minha candidatura a prefeito de Maceió, em 2004”, destacou.

Reeleito nas eleições de 2008, para mais um mandato de prefeito de Maceió, Almeida deu o passo mais ousado da sua trajetória política: foi eleito deputado federal em 2014. Em 2016, quis voltar à Prefeitura, disputando pelo MDB contra o então prefeito Rui Palmeira, mas perdeu a disputa.

“Perdi aquela eleição para o Rui [Palmeira, ex-PSDB, hoje no PSD], porque não tive o apoio que precisava do MDB. Mesmo assim, fui para o segundo turno e tive mais de 164 mil votos”, revelou Almeida, acrescentando que no pleito seguinte, em 2018, não logrou êxito porque desistiu da campanha para deputado estadual.

“Nas eleições municipais de 2020, eu saí candidato a prefeito, sabendo que seria difícil ganhar a disputa, mas eu lancei minha candidatura para testar a minha popularidade”, pontuou Almeida. “Nesse sentido, deu certo, tive uma votação muito boa, mas não dava para ganhar”, acrescentou.

No pleito deste ano, ele estará no bloco da oposição, mas diz que não quer entrar nessa briga entre esquerda e direita. “Sei que não vai ser fácil derrotar o prefeito JHC, que tem a máquina da prefeitura nas mãos, mas a campanha pode tomar outro rumo quando começar. Além disso, existe uma guerra partidária entre o governo do Estado e a prefeitura de Maceió. Eu não quero entrar nessa briga e também não tenho estrutura para uma disputa majoritária. Espero que o grupo escolha um grande nome para enfrentar o atual prefeito”.

Sobre denúncias de suposta participação em esquemas de corrupção, como na época da “Operação Taturana”, quando era deputado estadual, ou na renovação do contrato com a empresa Marquise, que deu origem à chamada “Máfia do Lixo”, o ex-prefeito foi categórico: “nada foi provado contra mim”.

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