Paradisíaca praia de Pontal do Coruripe tem o farol como seu símbolo

Dos municípios de Alagoas, Coruripe, no Litoral Sul, destino de Verão da Tribuna Independente do fim de semana, é um dos mais completos em termos de belezas naturais e atrativos turísticos.

Tem praias paradisíacas e desertas, rios e belas lagoas. A praia mais badalada é o Pontal do Coruripe, que atrai milhares de turistas e que tem um farol como símbolo.

Conta ainda com o Miai de Baixo e de Cima e os baixios de Dom Rodrigues, em meio ao mar, um ótimo local para a prática de mergulho. Entre as lagoas estão a Escura, Guaxuma, Vermelha e a Lagoa do Pau, de rico manancial e a mais famosa.

História

No quesito histórico, a Igreja de São José do Poxim é um marco, com sua decoração em madeira que remonta ao século dezoito. A igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Coruripe, é um dos cartões postais da cidade.

O povoado do Pontal, escondido no extremo sul de Alagoas, ainda não foi descoberto por boa parte dos turistas que lotam as praias de Maceió.

A 100 quilômetros da capital, a rústica vila preserva a paz e a tranquilidade em meio a enormes coqueirais que contornam o mar cristalino e as areias brancas, finas e desertas. O farol e os recifes completam a paisagem que vem sendo cada vez mais cobiçada.

Nos arredores de Coruripe estão outras belas praias, sempre salpicadas por coqueiros. Pituba, a cerca de 20 quilômetros, é perfeita para relaxar e passear de bugue. São quatro quilômetros de orla pontilhada por corais e sem movimento algum.

Outras atrações são as praias da Lagoa do Pau e de Barreiras, tão desertas quanto Flexeira, do Toco, do Poço e Miaí de Baixo. Para caminhar e petiscar, a dica é curtir a praia de Miaí de Cima.

Também fazem a fama da região o belo artesanato em palha de ouricuri, uma espécie de palmeira local.

São bolsas, tapetes, mandalas e jogos americanos trançados e coloridos são produzidos por uma associação de mulheres e encontrados no Pontal de Coruripe. Já os trabalhos em palha de taboa, bandejas, potes e cestas, são feitos pelas artesãs dos povoados vizinhos.

História remonta da época do descobrimento

Foi o rio, chamado de Corurugi pelos índios Caetés, que deu origem ao nome do município. Coruripe acabou entrando para a história do Brasil por ter sido palco do naufrágio da nau Nossa Senhora da Ajuda, que conduzia o bispo Dom Pero Fernandes Sardinha a Portugal em 1556.

A história também registra no local o naufrágio do navegador espanhol Dom Rodrigo de Albaña, em 1560. Daí surgiu o nome dos perigosos rochedos, baixios de Dom Rodrigues. De uma capela nasceu o povoado, onde já se comercializava ativamente o pau-brasil e outras madeiras.

Na segunda metade do século XIX, a prosperidade de Coruripe o fez superar a vila de Poxim, à qual estava subordinado. Foi elevado à vila em 1866. Com a mudança da sede, a freguesia sob invocação de Nossa Senhora da Conceição também foi transferida.

Com população estimada em 2019 de 56 933 habitantes, tem como base econômica, principalmente, o cultivo da cana-de-açúcar, coleta de coco, e da pesca, tendo, ainda, outras formas de subsistência como a cultura de maracujá, mamão, abacaxi, feijão, o artesanato, o comércio e o turismo.

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