Alagoas tem 430 casos de câncer colorretal

Em Alagoas, são estimados, a cada ano, 430 novos casos de câncer colorretal. O cálculo é do Instituto Nacional do Câncer (Inca) que avalia ainda um total de 220 pacientes do sexo feminino e 210 pacientes do sexo masculino.

O Inca realiza, a cada triênio, a pesquisa “Estimativa de Câncer”. Os números listados valem para cada um dos anos do triênio 2023 a 2025. Dados extraídos deste levantamento apontam que o número de novos casos de câncer colorretal estimados para o Brasil, para cada ano do triênio, é de 45.630, sendo 23.660 em mulheres e 21.970 em homens.

Tendo como base esses números, o 1° dia de março marca também o início do mês de conscientização sobre o câncer colorretal, o “Março Azul Marinho”. Até o próximo dia 31, a Sociedade Brasileira de Coloproctologia e o Ministério da Saúde reforçarão a importância da prevenção, diagnóstico e tratamento precoce do câncer de intestino ou colorretal.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer colorretal é um dos três tipos de cânceres que mais atingem os brasileiros, tanto as mulheres quanto os homens.

Segundo a médica Carla Lessa, especialista em endoscopia e colonoscopia e presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia capítulo Alagoas, a incidência de câncer colorretal só perde para o câncer de próstata nos homens e para o câncer de mama nas mulheres.

Entre os principais fatores de risco que favorecem o surgimento do câncer colorretal, a especialista relacionou o sedentarismo, obesidade, ingestão excessiva de alimentos gordurosos e industrializados; consumo de álcool excessivo; consumo de alimentos defumados, carne vermelha, pouca ingestão de frutas, grão e legumes e tabagismo.

Em relação aos sintomas que merecem atenção, destaque para o emagrecimento sem motivo, sangue nas fezes, anemias de repetição, cansaço e indisposição sem razão, dor abdominal em cólica com frequência, além de mudanças nos hábitos intestinais sem motivo (diarreia frequente ou constipação).

As estatísticas apontam que pessoas acima de 50 anos, com história de câncer na família ou de pólipos, são propensas à doença.

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