Alagoanas recebem 11,1% a menos que homens no estado, aponta levantamento do governo federal

Um levantamento do Governo Federal aponta que as mulheres recebem 11,1% a menos do que os homens no estado de Alagoas. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (25) através do 1º Relatório de Transparência Salarial já publicado no país com recorte de gênero.

O documento, apresentado pelos ministérios das Mulheres e do Trabalho e Emprego (MTE), contém os principais dados extraídos das informações enviadas pelas empresas com 100 ou mais funcionários – perfil exigido por lei para apresentar os dados.

No total, 408 empresas alagoanas responderam ao questionário. Juntas, elas somam 157,2 mil empregados. A exigência do envio de dados atende à Lei nº 14.611, que dispõe sobre a Igualdade Salarial e Critérios Remuneratórios entre Mulheres e Homens, sancionada pelo presidente Lula em julho de 2023.

A diferença de remuneração entre homens e mulheres varia de acordo com o grande grupo ocupacional. No estado de Alagoas, em cargos de dirigentes e gerentes, por exemplo, chega a 28,5%.

Já no recorte por raça, o relatório aponta que as mulheres negras, embora estejam em maior número nas empresas, recebem menos do que as mulheres brancas. Enquanto a remuneração média da mulher negra é de R$ 2.204,65, a da não negra é de R$ 2.543,40. No caso dos homens, os negros recebem em média R$ 2.441,57 e os não negros, R$ 3.117,12.

O relatório também contém informações que indicam se as empresas têm políticas efetivas de incentivo à contratação de mulheres, como flexibilização do regime de trabalho para apoio à parentalidade, entre outros critérios vistos como de incentivo à entrada, permanência e ascensão profissional das mulheres.

No caso de Alagoas, o relatório registrou que 38,7% das empresas possuem planos de cargos e salários; 34% adotam políticas para promoção de mulheres a cargos de direção e gerência; 31,2% têm políticas de apoio à contratação de mulheres; e 18,6% adotam incentivos para contratação de mulheres negras.

Apenas 11,5% possuem políticas de incentivo à contratação de mulheres LGBTQIAP+, 22,5% incentivam o ingresso de mulheres com deficiência, e somente 3,6% têm programas específicos de incentivo à contratação de mulheres vítimas de violência.

Poucas empresas ainda adotam políticas como licença maternidade/paternidade estendida (7,9%) e auxílio-creche (17,4%).

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