Alagoas registra a 6ª maior queda do Nordeste no número de nascimentos em um ano

Um levantamento do ‘Brasil em Mapas’ apontou que Alagoas teve a sexta maior queda do Nordeste no número de nascimentos em um ano, na comparação entre 2021 e 2022. A pesquisa tomou como base estatísticas do Registro Civil (2023) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), deste ano.

Divulgados apenas como porcentagem de variação entre os anos, os números mostram que o estado teve uma variação negativa de 6%, assim como todas as unidades da federação localizadas na mesma região. A maior diminuição do NE e do país foi registrada na Paraíba (-9,9%). 

Na sequência [no Nordeste], aparecem Maranhão (-8,5%); Sergipe (-7,8%); Rio Grande do Norte (-7,3%); Pernambuco (-6,1%); Alagoas (-6%); Bahia e Piauí (-5,8% cada); e Ceará (-5,6%). Os únicos estados brasileiros que tiveram variações positivas, dentro do período avaliado, foram o Mato Grosso (1,8%) e Santa Catarina (2%).

Em 2022, o Brasil registrou 2,5 milhões de nascimentos em 2022, uma queda de 3,5% ante 2,6 milhões do ano anterior, sendo o menor desde a década de 1970, segundo a Estatística do Registro Civil. As regiões nordeste (-6,7%) e norte (-3,8%) tiveram os maiores recuos. Na comparação com a média dos cinco anos anteriores à pandemia (2015 a 2019), houve uma diminuição de 326 mil nascimentos (-11,4%).

O levantamento traz ainda que a análise dos registros de nascimentos confirmou a tendência de mulheres tendo filhos mais tarde, ou com mais preferência em não tê-los. Para se ter ideia, na década de 1960 no Brasil, a taxa estava em 6 filhos por mulher; na década de 80, eram 4 filhos; na década de 2000 eram 2 filhos; em 2020 a média é 1,65 filho. Veja uma comparação do total nacional de nascidos vivos abaixo:

  • 1980: 4,8 milhões;
  • 1990: 3,6 milhões;
  • 2000: 3,2 milhões;
  • 2010: 2,8 milhões;
  • 2020: 2,7 milhões;
  • 2021: 2,6 milhões;
  • 2022: 2,5 milhões;
  • 2023 (preliminar DataSus): 2,4 milhões.

Sobre a pesquisa

Os números são referentes à variação no número de nascidos vivos no Brasil, de 2021 a 2022. Um “nascido vivo” é considerado como a extração ou expulsão completa do corpo do bebê da mãe, que esteja respirando ou apresentando qualquer outro sinal de vida, tal como batimentos do coração.

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