Fonte: Município de Arapiraca investiga surto de coqueluche. Divulgação
A Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca abriu investigação de um surto de coqueluche após a confirmação laboratorial de três casos epidemiologicamente relacionados. O alerta epidemiológico foi emitido em 20 de agosto de 2026 e envolve contatos nos ambientes domiciliar e de trabalho.
Até o momento, 33 pessoas que tiveram contato próximo com os pacientes estão em monitoramento pela Vigilância em Saúde do município.
O primeiro caso confirmado é de um homem de 40 anos, sem comorbidades relatadas. Segundo a secretaria, os sintomas iniciaram em 13 de julho de 2026 com quadro gripal e tosse, evoluindo para acessos de tosse típicos da coqueluche, além de hipoxemia e episódios de desmaio. Ele foi internado e a presença da bactéria Bordetella pertussis foi confirmada pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Alagoas (Lacen/AL) em 16 de agosto de 2026. Após tratamento, recebeu alta no dia 19 de agosto e permanece clinicamente estável.
A investigação dos contatos do primeiro paciente identificou inicialmente 22 pessoas, seis delas com tosse; amostras foram coletadas e enviadas ao Lacen/AL. Dois novos casos foram confirmados em 19 de agosto de 2026: um homem de 35 anos, contato de trabalho do primeiro paciente, e uma mulher de 38 anos, esposa e contato domiciliar. Ambos estão clinicamente estáveis, em isolamento domiciliar e recebendo tratamento e acompanhamento pelas equipes de saúde.
Com as confirmações adicionais, a apuração foi ampliada e outros 11 contatos foram identificados — nove ligados ao caso domiciliar e dois ao caso do ambiente de trabalho — totalizando 33 pessoas em monitoramento epidemiológico.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que iniciou avaliação dos contatos para indicar quimioprofilaxia, além de realizar busca ativa de sintomáticos, visitas a serviços de saúde e locais de trabalho relacionados aos casos e acompanhamento da situação vacinal da população.
A coqueluche é uma infecção respiratória causada pela bactéria Bordetella pertussis e de alta transmissibilidade. A contaminação ocorre por contato próximo com pessoa infectada, por meio de gotículas expelidas na fala, tosse ou espirro. O período de incubação varia geralmente entre cinco e dez dias, podendo chegar a 21 dias e, em raras situações, até 42 dias.
Os sintomas característicos incluem tosse persistente e intensa, crises de tosse paroxística, guincho inspiratório e vômitos após a tosse. Em crianças pequenas, especialmente menores de 1 ano, a doença pode evoluir de forma mais grave, com apneia, cianose, engasgos e necessidade de hospitalização. Por esse motivo, a secretaria reforça a importância de manter a vacinação em dia, com atenção às crianças e às gestantes, que devem receber a vacina dTpa a cada gestação para proteger os recém-nascidos.
A orientação é que pessoas com tosse que tiveram contato próximo com caso confirmado procurem atendimento de saúde. Casos suspeitos e contatos sintomáticos devem ser comunicados à Vigilância Epidemiológica. As notificações devem ser feitas em até 24 horas ao Cievs Arapiraca pelo telefone (82) 99948-9853, pelo e-mail [email protected] ou por meio do formulário de notificação de agravos. A investigação permanece em andamento para identificar possíveis novos casos e interromper a cadeia de transmissão.
Fonte da matéria: gazetaweb.com






