A história da família Vitório se confunde com a própria tradição das vaquejadas no Agreste alagoano. Tudo começou com José Vitório dos Santos Filho, mais conhecido como Valdemar, que nasceu em Lagoa da Canoa e ainda jovem se mudou para Arapiraca, cidade onde construiu sua trajetória de trabalho, formou sua família e deixou um legado que atravessa gerações.

Ao lado da esposa, Josefa Balbino dos Santos, Sr. Valdemar dedicou-se ao comércio de carnes. O casal atuava como marchante, mantendo tarimbas no Mercado Público de Arapiraca e viajando para feiras livres de cidades vizinhas, atividade que contribuiu para o sustento e crescimento da família.

Da união nasceram 17 filhos: Niraldo, Maria José, Crismério (Diela), Ronaldo, Rosivaldo, José Vitório (Ninhada), Maria Aparecida, Tânia, Antônio, Celso, César e Moane, além dos filhos já falecidos Claudinete, Severino, Cícero, Quitéria e Francisco, todos lembrados com carinho pelos familiares.

Mas foi além do trabalho que Valdemar deixou uma marca profunda. Apaixonado pelas vaquejadas, esporte tradicional do Nordeste brasileiro, ele participou ativamente de eventos em Arapiraca e em diversas cidades da região. O entusiasmo pela modalidade foi transmitido aos filhos, que passaram a frequentar e competir nas vaquejadas ainda em uma época em que o esporte mantinha características mais amadoras e familiares.

Entre os pioneiros da família nas pistas estiveram Niraldo e Nego do Valdemar, que seguiram os passos do pai. Posteriormente, Crismério, conhecido popularmente como Diela, ganhou destaque nas competições, tornando-se uma referência para as novas gerações da família.

O legado continua vivo. Atualmente, netos e bisnetos mantêm a tradição e levam o nome da família Vitório para importantes parques de vaquejada do Brasil, preservando uma paixão que começou há décadas com o patriarca da família.

Hoje, a família soma 37 netos e 32 bisnetos, números que demonstram não apenas o crescimento familiar, mas também a força de uma herança cultural construída com trabalho, união e amor pelas tradições nordestinas.

Com novas gerações assumindo o protagonismo nas competições, a história da família Vitório segue sendo escrita. Um legado que nasceu em Lagoa da Canoa, floresceu em Arapiraca e continua galopando pelas pistas de vaquejada do Nordeste e do Brasil.

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