O novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, recém-empossado com mandato até 2030, já enfrenta críticas por nomeações consideradas políticas. Um dos primeiros atos de sua gestão será a nomeação de Gustavo Feijó, ex-prefeito de Boca da Mata (AL) e ex-presidente da Federação Alagoana de Futebol, para o cargo de diretor de seleções. A informação é do jornalista Flávio Gomes de Barros.
Feijó voltará a uma função que já ocupou durante os mandatos de Marco Polo Del Nero e Rogério Caboclo, entre 2015 e 2022. No entanto, suas passagens anteriores não renderam resultados expressivos ou notoriedade. A nomeação, segundo fontes da própria entidade, será oficializada após os dois primeiros jogos da Seleção sob comando do técnico Carlo Ancelotti, nos dias 5 e 10 de junho.
A nomeação causou polêmica principalmente pelo caráter político da decisão e pelo valor da remuneração especulada, cerca de R$ 200 mil mensais. Além disso, o atual coordenador, Rodrigo Caetano, passará a responder diretamente a Feijó.
A escolha reacende críticas à velha prática de alocar aliados políticos em cargos estratégicos da CBF, contrariando o discurso de modernização e profissionalismo feito por Xaud em sua posse.
Outro nome confirmado na nova gestão é o advogado Flávio Zveiter, ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Ele assumirá a diretoria-geral de competições, com foco no calendário nacional. Com formação sólida, incluindo mestrado em gestão esportiva na Universidade de Nova York, e participação na articulação da criação da Liga do Futebol Brasileiro (Libra), Zveiter é visto como uma escolha mais técnica.





