A música tem o poder de atravessar e unir gerações. E é o ritmo, elemento unificador fundamental das composições, que age como amálgama em Piaçabuçu, berço e palco da Sociedade Filarmônica Euterpe São Benedito.

Há 74 anos, a orquestra – que também funciona como Ponto de Cultura -, forma músicos na Escola Maestro Francelino e encanta plateias com um repertório que vai do clássico ao popular.

“O nosso repertório é aquele bem eclético, que tenta atingir dos mais jovens aos mais idosos. Tem um bolero, uns mambos, MPB, arranjos de Djavan”, cita o maestro Amabílio Júnior.

Em harmonia, a Filarmônica reúne diferentes faixas etárias, dos 8 aos 50 anos. É base, esteio forte. Marcos Rafael entrou para a orquestra aos 9 anos de idade. Hoje com 11, deixou a bola um pouco de lado e já toca trompete como um craque.

“A música foi uma coisa que mudou minha vida. Antes eu gostava mais de jogar futebol, e agora eu gosto de tocar aqui e continuar na banda”, entrega o pequeno Marcos.

E como na melodia, sucessão de sons, os talentos vão brotando, um após o outro. João Rafael tem os mesmos 11 anos de Marcos, a mesma desenvoltura, o que muda é apenas o instrumento.

Ele toca o clarinete, e já iniciou as primeiras notas no saxofone. Qual o segredo para se tornar um músico? “É só ensaiar e estudar”, responde, como se estivesse tirando uma nota curta e certeira.

Encontro

A cidade, que vive ao ritmo da Euterpe São Benedito e do balanço das águas do rio São Francisco, se prepara para receber, no dia 18 de julho, o Encontro de Bandas Filarmônicas.

O evento acontece na São Francisco de Borja e reunirá orquestras de municípios alagoanos, a exemplo de Arapiraca e Marechal Deodoro, e de Sergipe.

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