Nascido em 2 de novembro de 1935, Valdemar Oliveira de Macedo tornou-se um dos grandes guardiões da memória histórica de Arapiraca e de Alagoas. Ainda menino, já demonstrava a audácia, a curiosidade e a determinação que, mais tarde, o transformariam em uma verdadeira referência moral e intelectual para sua terra e seu povo.
Ao longo da vida, dedicou-se incansavelmente a desvendar as origens, os caminhos e as histórias da gente arapiraquense, reunindo conhecimentos e preservando memórias que ajudaram a construir a identidade cultural de toda uma região. Sua inteligência, sensibilidade e compromisso com a verdade histórica fizeram dele peça fundamental no entendimento das raízes e da formação social do agreste alagoano.
Com o passar do tempo, Valdemar agigantou-se na admiração popular e transformou-se em uma lenda viva. Sua presença inspira respeito, sabedoria e memória. Em sua própria feição parece habitar a história, como se ele mesmo fosse a personificação viva do passado e das tradições de Arapiraca.
Morador da emblemática Rua Domingos Vital, conhecida carinhosamente como Rua da Aurora, Rua da Saudade e Rua da História, no tradicional Alto dos Gomes, no Alto do Cruzeiro, Valdemar tornou-se parte inseparável daquele cenário carregado de lembranças, cultura e identidade.
Mestre da palavra e da memória, religioso, historiador, escritor, esposo dedicado, pai exemplar e imortal da cultura alagoana, traz em suas artérias o sangue dos desbravadores desta terra eternizada como o rincão de Manoel André.
Valdemar Oliveira de Macedo não apenas estudou a história de Arapiraca — ele ajudou a escrevê-la, preservá-la e eternizá-la para as futuras gerações.





