A Câmara Municipal de Maceió analisa a criação de um museu dedicado à memória das comunidades atingidas pelo afundamento do solo provocado pela exploração de sal-gema pela Braskem. O Projeto de Lei, que recebeu parecer favorável da Comissão de Assuntos Urbanos, segue em tramitação até ser votado pelo Plenário.

A proposta, apresentada pela vereadora Teca Nelma (PT), pretende constituir um espaço museológico que reúna fotografias, documentos, objetos, registros audiovisuais e demais materiais que preservem a história e a experiência das mais de 60 mil pessoas deslocadas após a destruição de cinco bairros da capital.

De acordo com o relatório do vereador Samyr Malta (Podemos), o acervo terá enfoque principal nas áreas do Pinheiro, Bebedouro, Bom Parto e Mutange, regiões mais afetadas pelo colapso estrutural que deixou casas, ruas e equipamentos públicos inutilizáveis.

“A criação de um museu com esse caráter memorial é medida de profundo alcance social e simbólico, pois reconhece o sofrimento e a história das famílias que perderam suas moradias e referências territoriais, além de contribuir para a valorização da memória urbana e para a educação histórica das futuras gerações”, disse o relator.

O Caso Braskem, como ficou conhecido, segue sem resolução definitiva. Enquanto parte das famílias ainda aguarda indenização justa, outras reivindicam reassentamento e políticas de recuperação de áreas que permanecem isoladas e economicamente fragilizadas, como a região dos Flexais.

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