A Caatinga é um bioma exclusivamente brasileiro e um dos mais ameaçados do país. Diante dessa realidade, uma pesquisa realizada pela bióloga do Museu de História Natural (MHN) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Ludmilla Costa-Pinto, buscou traçar estratégias para a proteção dessa biodiversidade. O estudo foi reconhecido com o Prêmio de Excelência Acadêmica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), programa que valoriza publicações científicas de alto impacto.
O trabalho forneceu dados relevantes para orientar políticas públicas e ações ambientais em toda a região, tendo como foco a conservação de pequenos mamíferos não voadores. A pesquisa mapeou as áreas prioritárias para a proteção dessas espécies, considerando os impactos das mudanças climáticas e o uso intensivo do solo. A pesquisa foi publicada na revista Diversity and Distributions, que integra o portal acadêmico Wiley Online Library, publicador dos Estados Unidos com mais de 200 anos de tradição.
Para Ludmilla Costa-Pinto, a publicação representa mais do que uma conquista pessoal. “É o reconhecimento de muita dedicação e estudo, mas também da importância da Caatinga, um bioma que sou fascinada. Essa pesquisa tem muito de mim e do que vivi, então tem um sabor especial. O prêmio é um incentivo para que pesquisadoras e pesquisadores continuem se empenhando, mesmo diante das dificuldades que envolvem fazer ciência”, destacou.
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