Ao analisar o gás presente em fontes geotérmicas ao longo da Fenda de Kafue, na Zâmbia, pesquisadores identificaram evidências de que houve uma grande rachadura geológica no local, que atravessa a crosta terrestre até o manto. A região zambiana faz parte do sistema de fendas do sudoeste africano, que vai da Tanzânia à Namíbia.
De acordo com os cientistas, se a fratura geológica continuar a se desenvolver, uma nova fronteira de placas tectônicas poderá ser formada e dividir a África ao meio. A conclusão veio da análise dos isótopos de hélio do gás, que tinham as mesmas características dos presentes no manto da Terra.
A descoberta foi liderada por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Os resultados foram publicados na revista Frontiers in Earth Science na última segunda-feira (11/5).
“As fontes termais ao longo da falha de Kafue apresentam assinaturas de isótopos de hélio que indicam uma conexão direta com o manto terrestre, localizado entre 40 e 160 km abaixo da superfície da Terra. Essa conexão fluida é uma evidência de que a falha de Kafue está ativa e, portanto, a Zona de Rift (zona de rachadura tectônica) do Sudoeste Africano também está — podendo ser um indício precoce da fragmentação da África subsaariana”, diz um dos autores, Mike Daly, em comunicado.





