A vice-diretora do Instituto de Matemática da Ufal (IM), Juliana Theodoro, receberá premiação da Cátedra Elena Piscopia, pela Organização de Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e a Cultura (OEI). Ela venceu o 1° Concurso de Artigos Científicos da Cátedra OEI lançado para estimular a produção acadêmica e científica voltada ao tema da Transição Justa, conceito que relaciona direitos sociais, ambientais e econômicos em processos de transformação produtiva e tecnológica.
O artigo, intitulado Educação e Transição Justa: caminhos para a equidade social em tempos de transformação – matemática antirracista e decolonial como ferramenta de reparação histórica e tecnológica ficou em segundo lugar no eixo Educação e Capacitação Profissional, um dos eixos temáticos do edital. O artigo, tem colaboração científica com a professora Cleonis Viater, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Campus Pato Branco.
“Ganhar mais um prêmio, agora de categoria internacional, tem muitos significados: O caminho que estou escolhendo de focar no meu trabalho, enquanto pessoas perdem tempo em atrapalhar quando poderiam estar trabalhando e ajudando o nome da Ufal, é o caminho certo, é o caminho da luta pela forma fidedigna de igualdade e equidade de gênero, do ambiente mais sadio e respeitoso para todos, todas e todes, de qualquer gênero, principalmente os subrepresentados como o meu enquanto mulher cientista, das mulheres negras, o das pessoas LGBTQI+, dos PcD’s, neurodivergentes e etc. É a transição justa na prática. É colocar a nossa Ufal como protagonista de ações progressistas e democráticas, desenvolvedora de ciência que realmente muda o mundo”, reforçou Juliana, comemorando a trajetória.
A Cátedra Elena Piscopia, fruto da parceria entre a OEI, o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e instituições acadêmicas nacionais e internacionais, como a Universidad de Granada, na Espanha e o Industriall Global Union, tem como missão impulsionar conhecimento crítico e interdisciplinar que fortaleça políticas públicas inclusivas, sustentáveis e inovadoras. O concurso, idealizado e financiado pela OEI, leva o nome da filósofa veneziana que foi a primeira mulher a receber um diploma universitário.
A iniciativa representa uma oportunidade para estudantes, pesquisadores e docentes contribuírem com reflexões sobre desafios contemporâneos. O concurso previa a seleção de artigos inéditos em três áreas de concentração: Educação e Capacitação Profissional; Direito, Regulação e Economia; e Novas Tecnologias, Engenharias e Transformações Sociais. Puderam participar estudantes de graduação, pós-graduação, pesquisadores e docentes vinculados às instituições conveniadas à Cátedra.
A cerimônia de premiação aos vencedores será neste mês de dezembro, em Brasília. Serão concedidos prêmios em dinheiro aos três primeiros colocados, que também terão seus trabalhos publicados em coletâneas temáticas.
A Matemática Antirracista é um dos temas de pesquisa em educação matemática aplicada ao ensino básico e aborda a necessidade de uma transformação profunda nos sistemas educacionais, utilizando a matemática como um elemento central para promover a equidade social e combater o racismo estrutural. Essa é uma das áreas estudadas no Laboratório Formação e Engajamento de Mulheres nas Exatas e Aplicações (Femea), vinculado ao Mestrado Profissional em Rede Nacional (Profmat/IM/Ufal), coordenado pela professora Juliana.
Cleonis Viater trabalha em parceria com o Femea na coordenação adjunta de alguns projetos geridos no laboratório, e em breve será recebida como pós-doutoranda do IM, tendo Juliana como supervisora.






