O que está acontecendo em Alagoas não é apenas desrespeito é um ataque frontal à dignidade da imprensa independente. A proposta do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Comunicação (SECOM), de pagar míseros R$ 250 a mil reais para veiculação de publicidade institucional em sites locais é, no mínimo, uma afronta. No máximo, um projeto velado de sufocamento.
Não se trata de mercado, não se trata de negociação. Trata-se de imposição. De empurrar goela abaixo valores que não cobrem sequer os custos básicos de manutenção de um portal sério: hospedagem, equipe, apuração, edição, responsabilidade editorial. Quem conhece o funcionamento de um site de notícias sabe que isso não paga nem o café da redação.
A pergunta que ecoa é simples: qual o objetivo real por trás disso?
Porque não é possível acreditar que um governo que movimenta milhões em contratos de comunicação institucional considere justo oferecer R$ 250 como pagamento por divulgação. Isso não é investimento em comunicação é desvalorização deliberada. É um recado claro: ou se submete, ou se cala.
E é justamente aí que mora o perigo.
A imprensa independente é, historicamente, o último bastião contra abusos de poder. São os sites locais, muitas vezes sem grandes estruturas, que mostram o que os grandes veículos silenciam. São eles que dão voz ao povo, que denunciam, que fiscalizam. E agora estão sendo pressionados financeiramente de forma quase humilhante.
Isso não pode ser normalizado.
Aceitar esse tipo de prática é abrir caminho para um cenário onde só sobrevive quem se curva. Onde a informação deixa de ser compromisso com a verdade e passa a ser moeda de troca. Onde a liberdade de imprensa é substituída por conveniência política.
O Governo do Estado precisa entender, com urgência, que comunicação não se constrói com migalhas. Muito menos com desrespeito.
Valorizar a imprensa não é favor é obrigação democrática.
E tentar calar veículos independentes pela asfixia financeira é uma estratégia covarde, que envergonha qualquer gestão que se diga comprometida com a transparência e com o povo.
Se essa política persistir, o que estará em jogo não é apenas o futuro dos sites de notícias de Alagoas. É o direito da população de ser informada com liberdade, pluralidade e verdade.
E isso, definitivamente, não tem preço muito menos custa R$ 250 a mil reais.
ELES ESQUECEM QUE A SOBERBA PRECEDE A QUEDA, E QUE OS HUMILHADOS SERÃO EXALTADOS.
Fonte : ANTONIO FERNANDO DA SILVA
( FERNANDO CPI)
SITE CPINEWS
JORNALISTA.





