Falar de Jivaldo Túlio dos Anjos Vieira, o querido Túlio dos Anjos, é reconhecer a trajetória de um dos mais importantes defensores da cultura popular e da identidade sertaneja de Alagoas. Nascido em 6 de abril de 1962, no povoado Jacarezinho, município de Pão de Açúcar, às margens do Rio São Francisco, ele fez de suas raízes a principal inspiração para uma vida dedicada à educação, à literatura, ao meio ambiente e às causas sociais.
Educador popular, técnico agrícola, escritor, poeta, cordelista, ator de teatro popular, artesão e militante ambiental e cultural, Túlio dos Anjos construiu uma carreira marcada pelo compromisso com a valorização do povo sertanejo e pela difusão de conhecimentos voltados à convivência com o semiárido. Ao longo de sua caminhada, tornou-se referência em agroecologia, cultura popular e formação cidadã, utilizando a arte e a literatura como instrumentos de transformação social.
Sua contribuição para a literatura alagoana é amplamente reconhecida. É membro fundador da Academia de Letras de Pão de Açúcar (ALEPA), do Movimento Café Poético e Filosófico de Pão de Açúcar e integra importantes instituições literárias, como a Academia Alagoana de Literatura de Cordel (AALC) e a União Brasileira de Escritores (UBE) – Núcleo Arapiraca. Também participou da criação de entidades voltadas ao desenvolvimento comunitário, ao teatro popular e à preservação cultural, consolidando-se como um verdadeiro guardião da memória e das tradições do sertão alagoano.
Autor de livros, participante de diversas antologias e responsável pela produção de dezenas de cordéis, Túlio dos Anjos transformou a palavra em instrumento de valorização das raízes nordestinas. Sua obra retrata o cotidiano do sertão, a força do povo ribeirinho, a preservação ambiental e o orgulho de pertencer à terra onde nasceu, perpetuando histórias, costumes e saberes para as novas gerações.
Mais do que um escritor, Túlio dos Anjos é um agente cultural que inspira pela simplicidade, pelo compromisso social e pelo amor à sua terra. Sua trajetória demonstra que a educação, a literatura e a cultura popular possuem o poder de transformar vidas e fortalecer a identidade de um povo. Em cada verso, em cada cordel e em cada ação comunitária, ele reafirma que preservar a memória do sertão é também construir o futuro de Alagoas.






