Ítallo França, compositor e músico natural de Arapiraca, alcançou um dos momentos mais expressivos de sua carreira ao integrar o time de compositores do álbum EQUILIBRIVM II, novo trabalho de Anitta, lançado nesta semana e apontado como um dos projetos mais comentados da música brasileira em 2026. O artista alagoano assina a composição de “Ogum Me Rodeia”, ao lado de Paulo Novaes, Letícia Fialho e Nídia Aranha, levando o talento de Arapiraca para um disco que reúne alguns dos maiores nomes da música nacional.
A faixa, que conta com as participações especiais de Maria Bethânia e Letícia Fialho, presta uma homenagem ao orixá Ogum e aborda temas como proteção espiritual, coragem, fé e a força necessária para enfrentar os desafios cotidianos, especialmente aqueles vividos pelo povo trabalhador. A canção mistura elementos da religiosidade brasileira com uma sonoridade contemporânea, tornando-se uma das músicas de maior repercussão do álbum.
Durante a divulgação do projeto, Anitta destacou a importância da composição, afirmando que “Ogum Me Rodeia” dialoga diretamente com a realidade dos brasileiros, sobretudo dos trabalhadores. Segundo a cantora, a música transmite uma sonoridade atemporal, uma letra sensível e representa a energia e a proteção que a acompanharam em momentos decisivos de sua vida, transformando-se em uma verdadeira celebração da fé, da cultura e da identidade brasileira.
Em suas redes sociais, Ítallo França compartilhou a emoção de participar do projeto. O compositor revelou que teve a honra de escrever a música ao lado de Paulo Novaes, Letícia Fialho e Nídia Aranha, destacando ainda a participação de Maria Bethânia, que interpreta versos de Pedro Rocha na faixa. Para o artista, colaborar em um trabalho da cantora mais popular do Brasil representa um dos momentos mais importantes de sua trajetória profissional.
Embora o grande público esteja descobrindo seu nome agora, Ítallo França já constrói uma carreira sólida na música autoral brasileira. Cantor, compositor e multi-instrumentista, iniciou sua trajetória como fundador do projeto Alfabeto Numérico e, ao longo de mais de uma década, lançou trabalhos elogiados pela crítica, como os álbuns O Time da Mooca (2020), Tarde no Walkiria (2023) e, mais recentemente, Catatau (2026), consolidando uma identidade artística marcada pela poesia, pela brasilidade e pela riqueza das composições.
A presença de um compositor arapiraquense em um álbum de alcance nacional reforça o potencial artístico do Agreste alagoano e evidencia que Arapiraca continua revelando talentos capazes de conquistar espaço nos principais cenários culturais do país. A participação de Ítallo França em EQUILIBRIVM II representa não apenas uma conquista pessoal, mas também um motivo de orgulho para Alagoas, mostrando que a produção cultural do interior nordestino segue influenciando e enriquecendo a música brasileira contemporânea.




