Um levantamento baseado em dados da Receita Federal revelou um retrato das desigualdades de renda entre diferentes profissões em Alagoas. No topo da lista estão integrantes do Poder Judiciário e dos Tribunais de Contas, com rendimento médio mensal superior a R$ 42 mil. Na outra extremidade aparecem cantores e compositores, cuja renda média declarada não chega a R$ 700 por mês.
Os números fazem parte de um estudo elaborado por pesquisadores da Fundação Getulio Vargas (FGV) e divulgado pelo jornal O Globo, a partir das declarações do Imposto de Renda de Pessoas Físicas referentes ao ano de 2024.
Segundo o levantamento, membros do Judiciário e dos Tribunais de Contas registraram rendimento médio mensal de R$ 42.422,60 em Alagoas. Logo em seguida aparecem integrantes do Ministério Público, como procuradores e promotores, com média de R$ 40.389,16.
A lista dos maiores rendimentos é dominada por carreiras do setor público. Também figuram entre as atividades mais bem remuneradas advogados públicos, procuradores, consultores jurídicos, auditores fiscais, médicos, delegados de polícia e servidores do Judiciário.
O estudo mostra que as carreiras ligadas às áreas jurídica, fiscal e de controle concentram algumas das maiores remunerações do estado, refletindo a forte presença do serviço público entre os cargos mais bem pagos.
Na outra ponta do ranking, as menores rendas médias foram identificadas em atividades ligadas à cultura, ao extrativismo e aos serviços pessoais. Cantores e compositores aparecem na última posição, com rendimento médio de R$ 652,05 mensais. Em seguida estão pescadores, caçadores e extrativistas florestais, com média de R$ 1.208,70.
Também figuram entre os menores rendimentos profissionais como decoradores, vitrinistas, trabalhadores dos serviços de beleza, corretores de imóveis, escritores, redatores e produtores de espetáculos.
A distância entre os extremos chama atenção. Enquanto integrantes do Judiciário recebem, em média, mais de R$ 42 mil por mês, a renda média declarada por cantores e compositores representa menos de 2% desse valor.
Os pesquisadores destacam que o levantamento considera apenas rendimentos recebidos de pessoas jurídicas, como salários, gratificações, bônus e participação nos lucros. Ganhos provenientes de aluguel, investimentos financeiros ou rendimentos obtidos por meio de empresas próprias não entram no cálculo, o que pode impactar especialmente categorias que costumam atuar como pessoa jurídica.
Fonte : Cada Minuto





